Escrito à penas:

"As vezes ouço passar o vento; e só de ouvir o vento passar vale a pena ter nascido"
"Cigarros são a forma perfeita de prazer : elegantes e insatisfatórios"
"O diabo é muito otimista se pensa que pode piorar os homens"
"Para estar junto não é preciso estar perto, e sim do lado de dentro"
"A maior dor do vento é não ser colorido"
"A beleza está em todos os cantos, depende apenas dos olhos geniosos de quem observa o infinito"
"A solidão não é estar sozinho e sim fechar seu coração"
"A vida é aquilo que acontece enquanto você planeja o futuro"

sábado, 9 de abril de 2011

Dedos cortados.



Apenas marcas navalhadas entre digitais.

Ainda me pergunto: - Da onde vem os cortes?



by Rafa Borghetti





...para as marcas da noite.

sábado, 2 de abril de 2011

Soberbo e instigante.

Um momento meu, apenas há palavras pequenas em um ato de improviso carnal...





"O suor é a prova que somos mais de 70% de H2O.
- Levava a vida com o peso de perda de tempo. Ganhava o pouco suficiente para continuar errando. Juras de futuro, ambições possíveis a olho nu...mas perdido num passado no subconsciente não superado. *Narrava um pensamento solitário.

Ao observar seu movimento corporal, indagou-se:
*Em balão de pensamento: - Este é meu espelho, o reflexo do meu futuro. Não me engano, sero o que mereço é destino zelado.

**Nota do escritor: "Pena se iludir com a farsa alheia vital. Um punhal cerrilhado mastiganto a carne da alma.

Olhares podem trocar idéias, sentimentos, luzes, escuridão, inveja e distorção. Assim, este diálogo mudo, em poucos segundos, poderiam ser eternos...ao se afastar do segundo plano, no silêncio da alma, os dois continuariam na questão passada. Sem saber da tal conexão, disparou uma forte certeza interna:

- Sou imagem, sem ação. Sou um gênio das idéias nunca buscadas. O sentimento de sentir o que o coração amigo sente. Mas sempre confuso no que sentir. O braço forte e firme ao proteger seus companheiros. Mas um fraco e oprimido a violência contra si. Não importa, sou conhecido, invejado e bem quisto. Perfeito!

***Falou e mudou de idéias, verdadeiras viagens no cosmo cerebral. Indo, apenas indo...
Enquanto servia seu café forte, para assim dormir (um hábito de infância, a cafeína como tranquilizante. Não importa.
Ligou sua vitrola, encontrou entre cinzeros, latas de cerveja e caixas de pizza; um vinil empoeirado do Cream. Rodou e viajou para o mundo de Morpheu. Um sono tranquilo. Um desvaneio adormecido, em um milésimo de segundo, criou:

- Farei da minha alma, uma imagem verdadeira sem fotoshop. Talves alguns poemas em soneto, algumas linha de bossa nova, um solo dedicado de saxofone...e futuramente, eletrônico e funk bagaceiro. Evolução sem algun conceitos antiquados, é cultura da falta de cultura. Bom, vou indo para onde devo ir. Falta apenas descobrir onde é...





By Rafa Borghetti.



para um novo irmão de alma, de improviso inspirado pela noite...em uma troca de filetes sentimentais momentânio. Não! Eterno mesmo que acabe, pois o 'eterno' pode ser em poucos segundos (ou menos), se o que foi trocado for verdadeiro, transparente e recíproco. Se eternizou, sendo lembrado ou apenas transformado-se em parte esquecida do ar, vento e acorde disconexo em solo de guitarra. Puramente eterno, de uma maneira ou de outra.




Nota do escritor: 'Desculpem o tamanho do improviso, mas por acaso depois de uma longa crise de inspiração..o momento apenas me guiou as letras. Torço que tirem algo de bom sobre desta criação. Um sorriso, uma vontade, uma ação, um conceito, um bom acorde, uma lembrança...um sentimento verdadeiro e tranquilo.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Are you gonna be my....




Que graça tens viver sem loucuras? Programar tudo? Ser espontâneo, se jogar de cabeça na vida e arriscar...
Quem sabe não é um grande amor? Uma grande amizade...
Cair é o medo?
Todos caem, mas se levantam, pelo menos morrerei sabendo que tentei.

Pessoas normais olham para o céu e vêem constelações, as vezes o futuro, de vez em quando entes queridos que se foram...
Pessoas normais olham para o céu a noite, algumas vêem apenas o vazio do universo, algumas sentem-se muito pequenas.
Eu queria ser uma dessas pessoas...
Um desses normais que quando olham pro céu vêem de tudo um pouco, menos o seu rosto...
É quando a dor volta, e me cega...
Rios nascem dos meus olhos, e inundam meus sonhos, onde te encontro novamente, mas não há lágrimas...apenas nós e esse céu.



by Rafa Borghetti






...para o inesperado.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Um passeio pelo cosmo.




Ele observa cada detalhe do infinito, sabe que a cada curva espreita-se algum mistério astral. Assim deseja, sentir-se livre como as nuvens e amado pelo céu.
Os desejos mais sacanas, os sentimentos mais puros, as ações mais aleatórias, companhias...
Por entre cordas naturais flui o amor psicodeliciosamente novo com sabor de discos de vinil, dançando cada nota musical entre as linhas do subconsciente. Uma incrível facilidade de perceber as coisas como elas realmente são, ou quem sabe como deveriam ser, manipulando-as como jarros de barro mole... Fazendo delas um emaranhado de cores, paz e movimentos pelo cosmo.
Este é Christhianz, um carcamano e tanto, um jovem rapaz dos velhos tempos.


* Release sobre o músico e amigo Chris, em seu projeto (que está em gravação) 'Christianz and The Phasers'. Acessem seu myspace: http://www.myspace.com/christhianzandthephasers


by Rafa Borghetti.



...para um aterno malander.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Desapego indesejado.

Aprendi a lidar com personalidades metamórficas, sorrir diante tua cumplicidade, acariciar tua tristeza, abraçar-te por puro desejo corporal e de esperar o tempo apontar para o que nos espera...depois, daqui a pouco, a seguir e assim por diante.

Entendemos nossa vontade. Respeitamos o que vier.



by Rafa Borghetti



...para a distância que se cria.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Touch me, baby.

"Riders on the storm, into this house we're born, into this world we're thrown,like a dog without a bone, an actor out alone, riders on the storm..." ♪♫♪♫

Da vitrola, Morrison cuspia fascinação, transcendia a morte de forma doce e eloquente.
Assim, olhei-me na imagem distorcida de uma janela noturna, o pouco que vi foi o suficiente. O suficiente, meu eu e ações a seguir.
Latas de cerveja espalhadas pelos cantos, decorando o vazio de alumínio, embevecendo o chão, lajotas de madeira. Um sofá.

Abriu uma cerveja, misturou-a com um pouco de coke (uma herança alemã em seu corpo magro de italiano).
Sentiu-se escravo de tudo que havia ao seu redor, contemplou prédios avistados.

Ascendeu um cigarro, fechou os olhos, deu uma profunda e longa tragada e projetou-se para fora da sacada. Eram apenas sete andares entre o céu e a terra, podia sentir o sabor. Então ele voou para o infinito, enquanto caía, se arrependeu. Queria voltar e mudar tudo. Sorriu, nunca em sua vida sentiu-se tão vivo.

Acabou.
De forma rápida e egoísta. Édipo.
Seu corpo esfacelando por sobre o asfalto molhado, daquela noite de verão em uma madrugada chuvosa.

"This is the end, beautiful friend, this is the end, my only friend, the end, of our elaborate plans, the end, of everything that stands, the end, no safety or surprise, the end, i'll never look into your eyes, again..." ♪♫♪♫

Apenas o vi caindo. Eternizou-se.
Suicídio em minha terceira pessoa.

Sem coragem de abrir a porta de vidro, dei de ombros.
Um cigarro de boa noite, juntei meus trapos, caminhei no corredor escuro transformando-o em estrada, atirei-me em meu leito.
- Não dou a mínima, minha garota. Apenas me ame enquanto a noite durar, uma vez mais.



by Rafa Borghetti



...para a vida no subconsciente.



apenas o escuro.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

É apenas uma bossa sem nada de nova.

É a receitinha psicodeliciosamente banal:

- Misture um folk qualquer com algumas bitucas de filtro vermelho, amarele os dedos enquanto escorrega na virtude. Adicione uma quantia significativa de boas vibrações.
*Cuidado, não deixe que caia a covardia e a leviandade alheia. Pode ser fatal!

- Uma folha rabiscada (preferencialmente reciclada) de manuscritos embebecidos de conciência ambiental e um pouco de educação bem aproveitada. *Nunca é demais!

Assim que tudo estiver como deve ser, tenha em si a vontade aplicada nos prazeres escondidos da forma de viver. *Não perca o brilho dos olhos, baby!
Enquanto o bule não "gritar" para preparar o seu café vespertino, aplique no momento açucar mascavo para o sabor ressaltar nos pensamentos esquecidos. *Ou sinta o amargo, é bom reconhecer o sabor verdadeiro antes de decidir. (Sugestão)

Ogora não falta nada, pelo menos nada que eu possa...
...ah, esquece.
Leve o que quiser e faça seu coquetel de sabores sentimentais. *Mas não se perca.


"Durum gudum! Durum gudum!
Eu balanço ao som desta bossa sem nada de nova!



by Rafa Borghetti




...para o mestre.